A discussão sobre participação pública na indústria de inteligência artificial avança em níveis governamentais, com propostas de diferentes atores políticos e tecnológicos. Senador Bernie Sanders e o então presidente Donald Trump concordam que o público deve ter uma fatia no setor, embora discordem sobre a estrutura dessa participação.
As propostas variam de participações voluntárias a aquisições diretas. O Tesouro dos EUA, por exemplo, investiu 8,9 bilhões de dólares para obter 9,9% da Intel em agosto de 2025, e essa participação valia cerca de 36 bilhões de dólares na primavera seguinte. O Pentágono já detém 15% de uma mineradora de terras raras, indicando um padrão de intervenção estatal no setor.
Sanders defende que, quando um recurso público gera riqueza, o público deve compartilhar. Sua proposta sugere uma posição governamental de cerca de 50% em um fundo soberano federal, com dividendos estimados em cerca de mil dólares por pessoa. Já a OpenAI propõe uma participação voluntária de cerca de 5% de capital, a ser destinada a um Fundo de Riqueza Pública.
Especialistas apontam que a posse governamental pode ser uma divisão de lucros ou uma armadilha. Para evitar conflitos de interesse, defendem-se três condições: tamanho limitado da participação, separação entre o papel de dono e o de regulador, e destinação dos lucros para os trabalhadores deslocados. A implementação de uma cláusula de término fixo é vista como essencial.

