O governo dos Estados Unidos acumulou cerca de US$ 26,7 bilhões em investimentos diretos em empresas privadas. A maior participação é na Intel, gigante de semicondutores, e em mineradoras, visando diminuir a dependência americana de suprimentos controlados pela China.
A principal aposta do governo reside na Intel, líder em fabricação de chips. Documentos indicam que o Departamento de Comércio firmou um acordo para receber 433,3 milhões de ações da companhia, adquiridas a US$ 20,47 por papel. Parte dessas ações já foi transferida, enquanto o restante depende do cumprimento de metas ligadas a um programa de produção de chips para o Departamento de Defesa.
Além da Intel, houve aporte de US$ 400 milhões na mineradora MP Materials, especializada em terras raras. Este investimento visa fortalecer a cadeia de suprimentos nacional. Contudo, o governo não mantém um registro único dessas participações; pelo menos quatro órgãos federais, como o Departamento de Comércio e a Corporação Financeira de Desenvolvimento (DFC), administram os ativos com critérios próprios.
A ausência de uma carteira pública unificada gera questionamentos sobre a fiscalização. Especialistas afirmam que o ganho de valorização das ações, como o da Intel, não aparece diretamente nos registros fiscais federais, exigindo regras mais claras de governança e prestação de contas.

