A Margem Equatorial pode abrigar reservas de petróleo de pelo menos 41 bilhões de barris, segundo estimativas do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035. O documento, aprovado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, aponta a região como promissora para a produção de hidrocarbonetos e visa manter a estabilidade do setor de energia brasileiro.
O PDE 2035, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), reúne projeções para o setor de energia nos próximos dez anos. Embora não cite investimentos diretos, o plano afirma que as bacias da Margem Equatorial possuem evolução geológica similar a formações análogas na costa africana, no Suriname e na Guiana Francesa.
As projeções indicam potencial significativo em áreas específicas. A Bacia do Pará-Maranhão, por exemplo, indica a possibilidade de até 30 bilhões de barris. Na Foz do Amazonas, onde a Petrobras realiza perfurações, o plano projeta volumes comparáveis aos das bacias vizinhas na Guiana e Suriname, que possuem reservas provadas na ordem de 11 bilhões de barris.
O sucesso exploratório nessas novas fronteiras é fundamental para o país. O PDE projeta que a produção diária nacional possa atingir 5 milhões de barris em 2035, mantendo esse patamar até o fim do decênio. Atualmente, o Brasil produz em média 3,77 milhões de barris ao dia, e o plano prevê um aumento de 22%, chegando a 4,9 milhões de barris por dia.
Para sustentar esse desempenho, o Ministério de Minas e Energia aponta a necessidade de novas reservas exploratórias até 2030. O governo conta com as reservas potenciais da Margem Equatorial e da Bacia de Pelotas para concretizar as metas de produção.

