O governo federal liberou R$ 5,7 bilhões em gastos no Orçamento de 2026 nesta sexta-feira, 24, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento. A medida reduziu o bloqueio orçamentário de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões, antes do início da campanha presidencial.
A revisão do bloqueio foi motivada pela diminuição de gastos obrigatórios. O Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre do ano apontou cortes de R$ 4,2 bilhões em pessoal e encargos sociais, R$ 3,2 bilhões em benefícios previdenciários e R$ 3,2 bilhões no Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a manutenção do bloqueio em R$ 17,9 bilhões demonstra o compromisso com a regra de limitação de despesas. O bloqueio anterior restringia recursos de programas como Minha Casa, Minha Vida, compra de caças da Aeronáutica, custeio da Receita Federal, SUS e programa Pé-de-Meia.
Apesar da liberação, o Executivo aumentou a estimativa de arrecadação em R$ 19,2 bilhões para 2026. Contudo, o governo projeta um déficit real de R$ 52 bilhões nas contas públicas, embora alegue cumprir a meta com um superávit de R$ 10,8 bilhões.

