O governo federal liberou R$ 5,7 bilhões em gastos do Orçamento de 2026, conforme decreto publicado no Diário Oficial da União. Os recursos foram distribuídos entre ministérios e emendas parlamentares, com destaque para Cidades e Transportes.
A liberação de verbas ocorreu após a revisão das estimativas de receitas e despesas, feita no terceiro relatório bimestral de avaliação fiscal. Dos R$ 5,7 bilhões, R$ 4,5 bilhões serão destinados aos ministérios, e R$ 1,2 bilhão será alocado em emendas parlamentares. O Ministério das Cidades recebeu R$ 1,2 bilhão, e o Ministério dos Transportes, R$ 1,016 bilhão, segundo o decreto.
A medida foi autorizada porque o governo reestimou despesas e concluiu que havia espaço dentro do limite do arcabouço fiscal. Apesar da liberação, R$ 17,9 bilhões permanecem bloqueados no Orçamento deste ano. A equipe econômica também reduziu projeções de despesas primárias, como pessoal e encargos sociais, que tiveram recuo de R$ 4,2 bilhões.
Além disso, o governo revisou suas metas fiscais. Para 2026, a meta é registrar superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o que equivale a cerca de R$ 34,3 bilhões. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, explicou que a redução em benefícios previdenciários está ligada ao ritmo de concessão desses benefícios.

