O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas de crédito que consumiu cerca de R$ 145 bilhões do Orçamento de 2026. As ações, que incluem financiamentos para motoristas e programas sociais, utilizam despesas fora do arcabouço fiscal criado pela própria administração.
O pacote de medidas, descrito como um “pacote de bondades”, abrange despesas que não dependem de aprovação do Congresso Nacional. Entre as iniciativas, destacam-se financiamentos para motoristas de aplicativo, taxistas e caminhoneiros, além de recursos para os programas Minha Casa Minha Vida e Desenrola. Em 15 de julho, o presidente assinou uma medida que renegocia dívidas rurais, liberando R$ 9 bilhões para essa finalidade.
A maior parte do montante, totalizando R$ 128,3 bilhões, consiste em despesas financeiras. Destas, R$ 79,3 bilhões serão custeados com recursos livres do Orçamento, enquanto R$ 48 bilhões virão de fontes ligadas ao Fundo Social. O financiamento para veículos novos de motoristas de aplicativo e taxistas, por exemplo, consumiu R$ 30 bilhões e ficou fora do limite do arcabouço fiscal.
Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento afirmaram que quase todo o pacote não gera custo para a União e traz benefícios econômicos futuros. O Executivo declarou que os programas têm potencial para gerar mais de 1,9 milhão de postos de trabalho, com impacto no Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 110,9 bilhões, e arrecadação potencial de R$ 45,4 bilhões.

