O governo adiou a retirada do subsídio à gasolina e ao diesel devido à piora do cenário internacional, causada pelo recrudescimento da guerra no Oriente Médio, explicou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quinta-feira (9). A decisão mantém os benefícios vigentes enquanto o mercado internacional não se normalizar.
Dario Durigan declarou que, embora o objetivo do governo seja encerrar o benefício, o momento exige cautela. Ele afirmou que a expectativa de retirada em prazo mais curto foi alterada após declarações sobre o fim das negociações de cessar-fogo feitas pelo presidente dos Estados Unidos.
Segundo o ministro, a estratégia governamental visa proteger os consumidores sem comprometer as metas fiscais. Os subsídios permanecem em R$ 1,12 por litro de diesel e R$ 0,44 por litro de gasolina. Além disso, o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo continuará em vigor, sendo ambos revistos diariamente.
Durigan comentou que o PIS/Cofins sobre o diesel voltou a ser cobrado e o acordo com os Estados sobre o ICMS da importação foi encerrado, reduzindo medidas emergenciais. Questionado sobre a ampliação de incentivos, ele rejeitou, dizendo: “Nós não estamos discutindo aumento. Nós estamos discutindo retirada de subsídios”.

