O governo federal manteve o subsídio de R$ 1,12 por litro sobre a venda de óleo diesel após a retomada do conflito entre Estados Unidos e Irã. A decisão impede a alteração do incentivo, que poderia ocorrer em agosto, e mantém o programa vigente até dezembro deste ano.
A manutenção do subsídio ocorre após a escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou a cotação do petróleo. O petróleo Brent atingiu US$ 86 (R$ 441) por barril na quarta-feira (15), representando uma alta de 21% em relação ao primeiro dia de julho, segundo dados de mercado.
O Ministério da Fazenda havia planejado reduzir gradativamente os subsídios para mitigar impactos econômicos. No entanto, a alta do preço do barril e a declaração de encerramento da trégua pelo presidente dos Estados Unidos alteraram o cenário. Com isso, o governo desistiu de rever o subsídio à gasolina e a alíquota do Imposto sobre Exportação de petróleo.
Importadores de combustíveis afirmam que o subsídio atual não garante lucro nas operações. Na abertura do mercado desta sexta (17), o preço do diesel vendido no país estava R$ 1,77 abaixo da paridade de importação medida pela Abicom. Com o subsídio de R$ 1,12, a diferença se mantém em R$ 0,65 por litro.
A Petrobras, estatal, reportou que já foi ressarcida em R$ 4,7 bilhões pelas vendas do combustível até a primeira quinzena de maio. A empresa declara que monitora os fundamentos do mercado internacional para praticar preços competitivos.

