O governo não prevê a retomada do subsídio de R$ 0,35 por litro do diesel, encerrado em junho, mesmo com a cotação do barril de petróleo retornando a US$ 100. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que os preços internos ainda não justificam o movimento, pois a subvenção de R$ 1,12 por litro permanece ativa.
Segundo Bruno Moretti, a decisão de não retomar o subsídio de R$ 0,35 se baseia na estratégia de suavização fiscal. O ministro declarou que manter a subvenção de R$ 1,12 por litro exige um esforço fiscal considerável, mas não justifica o retorno do subsídio anterior neste momento.
A retirada inicial das subvenções ocorreu quando havia um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. Com o reinício dos ataques, o preço do petróleo voltou a subir. Em função disso, o governo decidiu renovar por mais um mês o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, que gera um custo mensal de R$ 1,3 bilhão.
Além disso, a subvenção de R$ 1,12 por litro do diesel continua vigente, representando um custo mensal de R$ 5,5 bilhões para o país. O governo mantém a política de subsídios enquanto avalia a situação do mercado internacional.

