O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou que aguarda uma resposta conclusiva da União Europeia sobre as regras sanitárias para o controle de antimicrobianos na produção animal. O bloco europeu retirou o Brasil da lista de países aptos no início de junho, o que pode suspender exportações de carne e produtos de origem animal a partir de 3 de setembro.
O órgão afirmou que, embora tratativas técnicas continuem com autoridades europeias, o Brasil não solicitou flexibilização das exigências sanitárias do bloco. O Ministério enfatizou que o país cumpre integralmente os padrões dos mercados importadores, modelo que sustenta vendas para mais de 150 países.
O principal ponto de divergência reside na exigência europeia de comprovação prévia da implementação das medidas sanitárias. O Mapa considerou a cobrança “inaceitável”, pois ela ignora que o cumprimento das exigências pode ocorrer de forma progressiva ao longo dos ciclos produtivos. O governo defende que o status de exportador autorizado atesta apenas a confiabilidade da autoridade sanitária local para certificar lotes no momento do embarque.
Para demonstrar a eficiência da fiscalização nacional, o governo enviou à Comissão Europeia um dossiê. O documento abrange cinco cadeias produtivas: carne bovina, carne de aves, ovos, mel e produtos da pesca. O Ministério reafirmou que manterá o diálogo técnico com o bloco europeu baseado em critérios científicos e transparência entre as autoridades sanitárias.

