As contas do governo central, que incluem Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, fecharam o primeiro semestre com um déficit primário de R$ 92,2 bilhões. O dado, divulgado pelo Ministério da Fazenda, marca o segundo pior resultado na série histórica do Tesouro desde 1997.
O déficit de seis meses é mais de oito vezes superior ao registrado no primeiro semestre de 2025, quando o valor foi de R$ 11,2 bilhões. Os dados do setor público consolidado consideram os resultados fiscais da União, estados, municípios e empresas estatais, excluindo o setor financeiro e a Petrobras.
A meta fiscal para o ano estabelece um superávit de 0,5% do PIB, o que corresponde a R$ 73,2 bilhões, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual. Em relação ao período anterior, a despesa total do governo teve alta de R$ 149,2 bilhões, um aumento de 12,3% comparado a 2025.
Os maiores aumentos de despesa ocorreram em Benefícios Previdenciários, com alta de R$ 44,8 bilhões, e em Sentenças Judiciais e Precatórios, que cresceram R$ 35,6 bilhões. O déficit primário é o resultado de despesas maiores que as receitas com tributos e impostos.

