O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou negociações com lideranças do Congresso para evitar que a sessão conjunta de quinta-feira contenha votação de vetos presidenciais de alto impacto fiscal. A estratégia busca limitar a pauta a temas consensuais, visando reforçar o discurso de responsabilidade fiscal do Executivo.
A articulação do Palácio do Planalto visa impedir a inclusão de vetos e projetos que possam ampliar despesas obrigatórias, reduzir a arrecadação ou gerar impacto relevante nas contas públicas, segundo interlocutores do governo. A avaliação interna do Planalto considera que uma derrota nesses temas pressionaria a equipe econômica.
Entre os pontos centrais de negociação estão os vetos remanescentes à lei das eólicas offshore. Os dispositivos questionados incluem a contratação obrigatória de termelétricas a gás e a prorrogação de incentivos ao carvão mineral. O Executivo alega que a derrubada desses vetos elevaria os custos do sistema elétrico e pressionaria a conta de luz nos próximos anos.
A movimentação repete tática usada antes da sessão de 18 de junho, que foi cancelada por falta de acordo entre as lideranças. Enquanto o governo tenta enxugar a pauta, a oposição defende a apreciação de mais vetos. A definição da Ordem do Dia deve ocorrer entre terça e quarta-feira, após novas rodadas de negociação.

