O Departamento de Justiça dos Estados Unidos solicitou à Suprema Corte a autorização para aplicar um decreto que restringe o voto por correio no país. O pedido ocorre meses antes das eleições de meio de mandato, previstas para novembro deste ano, e visa implementar mudanças na elegibilidade dos eleitores.
O decreto, assinado por Donald Trump em março, determina a criação de uma lista federal de cidadãos aptos a votar por correspondência. Essa lista deve ser elaborada pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) e pela Administração da Seguridade Social. O texto estabelece que as cédulas enviadas pelo correio devem ser entregues somente a pessoas cadastradas nesse sistema federal.
Os estados que contestam a medida argumentam que a Constituição americana atribui aos estados e ao Congresso a competência para definir as regras eleitorais, e não ao presidente. Em junho, uma juíza federal suspendeu a aplicação do decreto para os estados autores da ação nas eleições de novembro.
O documento original, assinado por Donald Trump, previa a prova de cidadania como condição obrigatória para votar, citando o Brasil e a Índia como exemplos de uso de biometria na identificação de eleitores. O decreto também condicionava o financiamento federal aos estados que seguissem os padrões de votação estabelecidos.

