Incêndios florestais atingiram a Espanha e a França em julho de 2026, causando destruição em larga escala e forçando a evacuação de centenas de milhares de pessoas. Os focos, que ocorreram em regiões como Ávila e Gironde, foram classificados como entre os maiores e mais disruptivos enfrentados pelos países em décadas, segundo dados de satélite.
Na Espanha, um incêndio na província de Ávila queimou cerca de 50 mil hectares, um registro que supera ocorrências anteriores. Os satélites da NASA observaram o fogo perto de Burgohondo a partir de 22 de julho. Até 24 de julho, a área queimada havia se expandido para 77 mil hectares, um espaço comparável ao da cidade de Nova York. Imagens de satélite capturaram paisagens carbonizadas ao redor de reservatórios afetados.
Simultaneamente, na França, os incêndios no sudoeste queimaram mais de 42 mil hectares, levando a grandes evacuações. Até o final de julho, a área total queimada no país ultrapassou 90 mil hectares, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais. Os bombeiros franceses relataram a formação de um pirocumulonimbus em 25 de julho.
Pesquisadores analisaram as condições climáticas que prepararam o terreno para os incêndios. Um inverno excepcionalmente úmido impulsionou o crescimento da vegetação, mas ondas de calor e períodos de seca secaram a matéria orgânica. Ventos fortes, que atingiram 65 km/h, atuaram como gatilho final, facilitando a rápida propagação das chamas.

