A deputada federal Sonia Guajajara afirmou que os protestos dos indígenas Munduruku na Zona Azul da COP30, em novembro de 2025, foram um “problema pontual”. Ela declarou que a relação entre o governo federal e o movimento indígena “segue normal”, apesar das manifestações climáticas.
Durante a conferência climática, manifestantes solicitaram a taxação de bilionários, a redução do desmatamento e ações mais efetivas contra o aquecimento global, incluindo veto à exploração de petróleo. Segundo Guajajara, a situação com os Munduruku foi normalizada, e representantes do povo foram recebidos no Ministério dos Povos Indígenas pelo ministro Luiz Eloy Terena.
A deputada explicou que, na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, houve avanço na demarcação de territórios na região do Tapajós e desintegração de garimpo ilegal no território Munduruku. Ela criticou o Marco Temporal, tese que, segundo ela, travou o andamento das demarcações, mas que permitiu a homologação de 20 territórios, superando a meta inicial de 14.
Na COP30, mais de 500 representantes indígenas foram credenciados para a Zona Azul. Foi construído o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, que destina 20% diretamente a povos e organizações indígenas. Contudo, Guajajara comentou que o financiamento arrecadado ficou abaixo do esperado, e criticou países como EUA, Israel e Rússia por investir em armamentos em vez de recursos ambientais.

