O Hamas elegeu Khalil al-Hayya como novo chefe do gabinete político do movimento, na segunda-feira. A escolha ocorreu após uma disputa interna, e o líder, aliado do Irã, sucede Yahya al-Sinwar, que foi morto em uma operação militar.
A eleição de al-Hayya, que atuava como principal negociador nas conversas indiretas de cessar-fogo com Israel, foi descrita pela mídia ligada ao grupo como uma disputa acirrada pela liderança palestina. O comunicado do Hamas informou que o movimento elegeu o indivíduo, que nasceu em Gaza, mas residia no Catar antes do ataque de 7 de outubro de 2023.
A decisão indica pouca alteração na direção do Hamas, visto que al-Hayya já liderava o grupo de fato desde 2024. Ele desbancou Khaled Mashaal, que era preferido por países árabes sunitas. O processo de votação foi supervisionado por membros do Conselho da Shura, a mais alta autoridade de decisão do Hamas, segundo o movimento.
Al-Hayya, que possui histórico de envolvimento com o grupo desde 1987, consolidou sua influência em corredores diplomáticos. Ele mantém relações com o Irã, principal apoio financeiro e militar do Hamas, além de ter laços com países como Catar e Egito.

