A Tannat, casta originária do sudoeste da França, estabeleceu uma relação profunda com o Uruguai, onde se tornou um pilar da vitivinicultura nacional. A variedade chegou ao território uruguaio por volta de 1870, e o clima temperado permitiu que ela desenvolvesse características únicas.
A Tannat, naturalmente rica em taninos e pigmentos, foi inicialmente vista como austera. Contudo, a evolução técnica da viticultura uruguaia, especialmente nas últimas quatro décadas, permitiu controlar a maturação fenólica. Isso resultou em vinhos que mantêm potência, mas exibem taninos sedosos e elegância, com aromas de ameixas e tabaco.
Embora a Tannat seja emblemática, a produção uruguaia diversificou-se. Castas como Cabernet Sauvignon e Merlot se consolidaram, complementando a Tannat. A Cabernet Sauvignon adiciona complexidade estrutural, enquanto a Merlot suaviza a firmeza dos taninos. A Cabernet Franc também ganha reconhecimento internacional por seu frescor.
A influência francesa se estende aos brancos, com Sauvignon Blanc adaptando-se às zonas costeiras, preservando acidez e aromas cítricos. A Chardonnay demonstra versatilidade, produzindo desde vinhos leves até espumantes. Essa predominância de variedades estrangeiras foi reinterpretada pelas condições naturais do Uruguai, conferindo aos vinhos uma identidade singular.

