Um morador de Mariano Moreno, na Patagônia Argentina, descobriu restos fossilizados de um gliptodonte no Vale do Covunco. O mamífero pré-histórico, semelhante a tatus modernos, atingia 3,3 metros de comprimento e pesava mais de uma tonelada. A descoberta exige que geólogos revisem os mapas técnicos da área.
O gênero extinto, que era aparentado aos tatus atuais, possuía uma carapaça rígida que impedia o enrolamento em bola. Segundo o geólogo Alberto Garrido, diretor do Museu Olsacher, a presença do animal é incomum na região, diferentemente do que ocorre nos Pampas. Ele afirmou que a descoberta é excepcional e pode ser uma das mais completas já encontradas na província de Neuquén.
Inicialmente, os restos foram situados na Formação La Bardita, com idade estimada em 12 milhões de anos. Contudo, o estudo de fragmentos de conchas alterou a hipótese, situando o animal no Pleistoceno, com idade entre 700.000 e um milhão de anos. Garrido declarou que isso obriga a reescrita da geologia da área.
A equipe do Museu Olsacher planeja a remoção do fóssil, mas enfrenta dificuldades climáticas. O frio intenso ou a chuva impedem a secagem adequada do gesso usado para proteger a peça, colocando em risco a preservação durante o transporte. A decisão final sobre o destino do fóssil cabe à Direção Provincial do Patrimônio Cultural.

