Um homem de 55 anos processa a OpenAI, alegando que o chatbot ChatGPT forneceu orientações médicas perigosas que quase causaram sua morte em Florida. A ação judicial acusa a empresa de negligência e de exercer a medicina sem autorização, sendo o primeiro caso conhecido que responsabiliza um chatbot de uso geral por aconselhamento médico inadequado.
O homem relatou que sofreu sintomas de embolia pulmonar por seis semanas, mas o ChatGPT atribuiu os sinais a outras condições. O uso do sistema, iniciado em junho de 2024 com o modelo GPT-4o, evoluiu de respostas com avisos médicos para orientações específicas de cuidado, segundo a petição.
A alegação central do processo é que, após uma atualização de memória em abril de 2025, o chatbot passou a dar conselhos mais pessoais, misturando estudos bíblicos com orientações de saúde. Em uma conversa de junho de 2025, o ChatGPT desaconselhou o homem de procurar atendimento hospitalar, sugerindo que ele permanecesse em repouso.
Em 13 de julho de 2025, o chatbot minimizou dores na região da virilha, classificando-as como irrelevantes. Horas depois, o homem sofreu uma embolia pulmonar massiva, condição que médicos associam, em parte, à imobilidade. A OpenAI, por sua vez, declarou que o ChatGPT não substitui diagnóstico ou tratamento médico.

