Dois homens detidos por invadir o Museu do Louvre, em Paris, e furtar joias avaliadas em US$ 100 milhões confessaram ter sido contratados para o roubo. Os suspeitos alegaram ter recebido um valor entre € 15 mil e € 25 mil, o que equivale a R$ 87,6 mil e R$ 146 mil, segundo registros de audiências.
Durante os interrogatórios, os detidos afirmaram que um mentor organizou toda a operação, mas não revelaram sua identidade por medo de represálias. Os homens foram recrutados cerca de dois ou três dias antes do furto. Um dos suspeitos, que era taxista, disse que a missão consistia em “quebrar as janelas e pegar as joias dentro das vitrines”.
Foram subtraídas oito peças, como tiaras, broches, colares e brincos, totalizando mais de 8.700 pedras preciosas. Os detidos relataram que receberam instruções para se encontrar em Aubervilliers, cidade onde residiam, com outros dois cúmplices. Eles usaram um caminhão com plataforma elevatória e motocicletas para a operação.
Os suspeitos alegaram que o mentor não ficou satisfeito com o resultado, pois acreditava que mais peças poderiam ser obtidas. Ambos os homens recusaram-se a dar mais detalhes sobre o mentor, temendo retaliações. Os investigadores investigam a possibilidade de um idealizador do crime ou se as joias permanecem na região de Paris.

