Houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, lançaram mísseis balísticos e drones contra a Arábia Saudita, o mais grave ataque do grupo contra o reino em anos. O ataque, ocorrido na segunda-feira, elevou o risco de os rebeldes serem arrastados para o conflito regional entre Teerã e Washington.
A emissora estatal saudita informou que os sistemas de defesa do país interceptaram os mísseis. Os rebeldes afirmaram ter atingido o Aeroporto de Abha, no sudoeste saudita, e advertiram companhias aéreas a evitar o espaço aéreo nacional. O ataque ocorreu horas após o grupo acusar aviões sauditas de bombardearem o Aeroporto Internacional de Sanaa, impedindo o retorno de uma delegação houthi vinda do funeral do líder supremo iraniano.
O governo iemenita, reconhecido internacionalmente, assumiu a responsabilidade pelo ataque a Sanaa, alegando que o Irã violou a soberania do Iêmen ao permitir o pouso da aeronave. Estes ataques configuram a primeira grande escalada entre os rebeldes e o governo apoiado pela Arábia Saudita desde o cessar-fogo estabelecido em 2022.
Analistas apontam que, apesar de houthis terem evitado o envolvimento direto na guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã, a situação pode mudar. Um especialista baseado nos EUA comentou que, embora houthis tenham permitido o pouso da delegação houthi em Hodeida, isso demonstrava um esforço para evitar uma escalada maior, mas que o cenário pode mudar para uma guerra em larga escala entre a Arábia Saudita e os houthis.

