A inteligência artificial generativa transformou a forma como os usuários acessam informações em mecanismos de busca, intensificando o debate sobre o Generative Engine Optimization, ou GEO. Relatórios indicam que o volume de buscas em plataformas tradicionais pode cair até 25% até 2026, devido à migração de consultas para assistentes virtuais.
O conceito de GEO, apresentado em artigo acadêmico em novembro de 2023, visa descrever práticas de conteúdo para respostas geradas por sistemas generativos, diferenciando-se do SEO tradicional focado em ranqueamento de links. Dados internacionais, como os do Pew Research Center, mostram que usuários que visualizaram resumos de IA clicaram em links tradicionais em 8% das visitas, contra 15% dos que não viram o resumo.
No Brasil, levantamento realizado pela Agência Bloomin em maio de 2026 revelou que 38,9% das empresas participantes já utilizam ferramentas de inteligência artificial em suas rotinas. Entre as finalidades citadas, criação de conteúdo e redação foram o uso mais recorrente, com 27,8% das respostas.
A percepção sobre o público é ampla: 72,2% das empresas avaliam que uma pequena parcela já utiliza IA para pesquisar produtos ou serviços. Embora o GEO esteja em consolidação, os dados apontam que a visibilidade digital depende da interpretação e citação de conteúdos por sistemas generativos.

