Um analista afirmou que a economia de inteligência artificial ‘full stack’ da China está subestimada por investidores globais. O movimento de capital, exemplificado pelo aporte de US$ 2 bilhões da Kling AI, sugere que listagens em Hong Kong podem estabelecer novos parâmetros de valor para o setor.
O analista Billy Leung declarou que a cadeia de valor da IA chinesa, que abrange desde modelos de fundação e chips até aplicações finais, está sendo negligenciada. Segundo Leung, o capital global não atraiu proporcionalmente o equivalente chinês de modelos de linguagem e infraestrutura de data center, pois grande parte do ecossistema opera em empresas privadas ou plataformas listadas em Hong Kong com avaliações desconectadas dos pares americanos.
O catalisador para essa reavaliação é a atividade dos mercados de capitais. A Kling AI, divisão da Kuaishou Technology, levantou US$ 2 bilhões com uma avaliação máxima de US$ 3 bilhões e busca listagem em Hong Kong. Para investidores de mercado público, esse aporte fornece um parâmetro de avaliação credível para comparar outras empresas de IA chinesas.
Leung previu que a Kling AI pode liderar uma onda de listagens de IA chinesa, com Hong Kong atuando como principal porta de entrada para o setor. Além disso, o surgimento de ETFs focados em tecnologia chinesa pode ajudar a comprimir a distância entre as diretrizes dos gestores globais e a exposição à IA chinesa.

