O economista Gabriel Zucman afirmou que a inteligência artificial está acelerando a concentração de riqueza em um grupo restrito de bilionários, o que representa uma ameaça aos ideais democráticos. Segundo Zucman, a tendência é resultado de décadas de redução da tributação sobre o capital.
Zucman defende a implementação de um imposto mínimo global de 2% sobre grandes fortunas para conter esse avanço. Ele explica que a riqueza dos super-ricos se baseia majoritariamente na posse de ações de empresas, e a queda nas alíquotas corporativas desde os anos 1980 potencializou essa acumulação de capital.
O economista declarou que a riqueza extrema não é um conceito virtual, mas sim um poder real. Esse poder permite influenciar a ideologia dominante e distorcer mercados. Ele citou um exemplo de como a fortuna se traduz em poder político.
A IA, segundo Zucman, está ampliando essa influência ao drenar o conhecimento acumulado pela humanidade e confinar esse saber em espaços restritos. Ele afirmou que esse conhecimento pertence a toda a humanidade e não pode ser apropriado por poucos indivíduos super-ricos dos EUA.

