A inteligência artificial remodela a economia dos Estados Unidos, mas o mercado de trabalho não oferece um veredito simples. Enquanto empresas como Meta Platforms, Microsoft e Amazon anunciam demissões em massa, a formação de novos negócios ligados à IA acelerou 45% desde novembro de 2022, segundo a imprensa internacional.
O debate sobre se a IA gera ou destrói empregos não está resolvido. Alguns economistas apontam para a desaceleração na contratação em ocupações de escritório e a capacidade da IA de automatizar tarefas rotineiras. Contudo, um indicador mostra um crescimento claro: a formação de empresas. Dados citados por veículos de comunicação, baseados no Censo dos EUA, indicam que os serviços profissionais, científicos e técnicos registraram um aumento de 45% na criação de novos negócios.
Essa expansão sugere que a IA reduz as barreiras para iniciar empresas, permitindo que equipes menores realizem trabalhos antes exigidos por organizações maiores. Embora o crescimento de negócios seja notável, a criação de empresas não garante mais empregos; uma startup de IA pode gerar o mesmo resultado com cinco funcionários que antes exigiam vinte.
As projeções do Censo dos EUA apoiam o avanço do empreendedorismo, prevendo cerca de 29,700 novos negócios por mês no país no próximo ano. Para investidores, o foco pode estar na demanda por infraestrutura de nuvem, semicondutores e software, setores que se beneficiam do aumento do número de empresas competindo na economia impulsionada pela IA.

