A inteligência artificial já transforma a precificação em supermercados, substituindo a troca manual de etiquetas de papel por sistemas automatizados. A tecnologia utiliza etiquetas eletrônicas e softwares que analisam dados em tempo real, como estoque e concorrência, para definir o preço ideal de cada produto.
Os sistemas de precificação inteligente cruzam informações diversas para calcular o valor de cada item. Entre os dados analisados estão o volume de clientes na loja, a quantidade disponível em estoque e os preços praticados por concorrentes. Essa dinâmica permite, por exemplo, reduzir o preço de um item próximo ao vencimento durante horários de grande movimento, diminuindo o desperdício de alimentos.
As etiquetas eletrônicas de prateleira (ESLs) atualizam-se remotamente por um sistema central, possibilitando alterações de preço quase instantâneas. Grandes redes internacionais, como Walmart e Kroger, já utilizam essa tecnologia. No Brasil, empresas como a Selbetti Tecnologia implementam o sistema, com expectativa de equipar 100 lojas até o fim de 2026.
Para os varejistas, a principal vantagem é a eficiência operacional, com estimativas de aumento de margem de lucro entre 2% e 5%. Contudo, a prática levanta debates, especialmente nos Estados Unidos, sobre o risco de alteração de preços baseada no perfil do consumidor.

