Um levantamento recente sobre o tema aponta que os brasileiros estão definindo novas fronteiras entre tecnologia e afeto. O Estudo Gleeden 2026 ouviu 1.271 participantes e mostrou que 51,2% não consideram o uso de inteligência artificial para fins eróticos como traição.
A inteligência artificial migrou do entretenimento para a esfera pessoal, gerando discussões sobre os limites entre afeto e tecnologia. Segundo o estudo, quase metade dos entrevistados (48,5%) se sente confortável para compartilhar sentimentos com sistemas de IA. A sexóloga Thaís Plaza explicou que a segurança e o anonimato auxiliam nesse comportamento, mas a maioria ainda acredita que os laços humanos são insubstituíveis.
Sobre a questão do erotismo, 68,8% dos participantes nunca usaram ferramentas de IA para esse fim, embora 53,8% considerem a possibilidade futura. Privacidade foi o fator mais citado para esse interesse, mencionado por 32,4% dos entrevistados. A pesquisa também investigou a conduta em relacionamentos: 49,7% afirmaram que contariam ao parceiro sobre o uso de IA para experiências íntimas.
A análise do estudo indica que a discussão transcende a tecnologia, exigindo a construção de novos acordos afetivos. A pesquisa aponta que 44,6% dos entrevistados afirmam que a IA jamais ocupará o lugar dos vínculos humanos, enquanto 27,8% acreditam em uma substituição parcial.

