Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, afirmou nesta quarta-feira (15) que o avanço da inteligência artificial representa a transformação mais importante para a economia dos Estados Unidos e para a economia global em sua geração. O dirigente disse que a tecnologia oferece grandes oportunidades de produtividade, mas pode gerar efeitos disruptivos no mercado de trabalho.
Warsh declarou em audiência no Senado americano que o potencial da IA é comparável a nenhuma outra mudança econômica em sua vida. O presidente do Fed informou que uma força-tarefa do banco central focará nos impactos da IA sobre o mandato duplo da instituição: estabilidade de preços e pleno emprego. Segundo Warsh, o Fed não pode priorizar um objetivo em detrimento do outro ao analisar as consequências da nova tecnologia.
O dirigente avaliou que os Estados Unidos possuem vantagens competitivas para liderar o desenvolvimento da IA, citando a capacidade de inovação e a infraestrutura tecnológica nacional. No curto prazo, os investimentos em data centers e energia devem criar empregos. Contudo, o cenário intermediário pode apresentar instabilidade devido à reorganização empresarial e à substituição de tarefas.
No longo prazo, Warsh previu que a IA elevará a produtividade da economia americana e contribuirá para o pleno emprego e melhoria dos salários reais. Para aprofundar a análise, o presidente do banco central planeja consultar especialistas externos sobre como a tecnologia alterará produtividade, salários e demanda por trabalhadores.

