A indústria de tecnologia empresarial trata a responsabilização de forma desigual, segundo Jeff Strauss, diretor de imagem da Photoroom. Ele defende que a confiabilidade deve ser exigida como cláusula contratual em sistemas de inteligência artificial, e não apenas prometida em discurso comercial.
Enquanto o mercado exige garantias contratuais, SLAs e remédios definidos em serviços de nuvem e segurança de dados, o conteúdo gerado por IA opera sob o padrão de ‘melhor esforço’. Nesse modelo, a empresa adquire créditos e assume o resultado obtido, sem compromisso contratual com um padrão mínimo de qualidade, caso o conteúdo não atenda ao briefing original.
Strauss explica que existe diferença entre uma IA impressionante em demonstrações e uma IA confiável para operações comerciais. Ele aponta que, na maioria das ferramentas visuais de IA disponíveis, não há cobertura contratual sobre exposições comerciais, fazendo com que a conta do erro recaia sobre a empresa compradora.
Para que haja garantia contratual real, o fornecedor precisa controlar toda a cadeia, incluindo modelos de geração e correção. Uma garantia visual empresarial deve, segundo o executivo, definir critérios de aprovação mensuráveis, avaliar cada resultado antes da entrega e acionar uma solução clara, como regeneração ou reembolso.

