O investimento em inteligência artificial no setor de comércio eletrônico brasileiro deve atingir US$ 3,4 bilhões em 2026, segundo a IDC. O crescimento reflete a urgência das empresas em otimizar a logística, já que 76% dos consumidores consideram o prazo de entrega um fator decisivo na compra online.
A adoção de ferramentas de IA é vista como diferencial competitivo essencial no e-commerce. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) informou que o investimento em automação e inteligência operacional cresceu 45% entre 2023 e 2024. Essa transformação é motivada pela alta taxa de abandono de carrinho, que a ABComm estimou em 38% em 2024, resultando em perda anual de cerca de R$ 28 bilhões em vendas potenciais.
Plataformas logísticas digitais, como a SmartEnvios, utilizam algoritmos de machine learning para analisar variáveis em tempo real, definindo a melhor rota e transportadora. Rafael Pereira, diretor de tecnologia da SmartEnvios, explicou que a plataforma analisa dezenas de variáveis para identificar a combinação mais vantajosa entre custo e prazo para o lojista.
Além da otimização de rotas, a IA prevê riscos operacionais. Um relatório do Sebrae indicou que empresas que implementaram IA em logística viram aumento de 31% na satisfação do cliente. Grandes empresas, como Mercado Livre e Amazon, investem bilhões em infraestrutura própria, mas plataformas menores permitem que operações de porte reduzido acessem estruturas logísticas comparáveis.

