A demanda por eletricidade gerada pela inteligência artificial está redefinindo o setor energético, criando oportunidades de investimento que vão além do petróleo. Dados mostram que, enquanto fundos de energia saíram do setor devido à queda do preço do barril, a necessidade de energia para data centers deve dobrar até 2030, segundo a Agência Internacional de Energia.
O mercado de energia tem focado nos preços do petróleo, mas um tema de investimento maior está se consolidando: o consumo massivo de eletricidade pela inteligência artificial. Cada nova instalação de processadores gráficos consome grandes volumes de energia continuamente. Isso gera vencedores em toda a cadeia energética, beneficiando empresas de utilidade pública e produtoras de energia nuclear, que oferecem geração estável e livre de carbono.
Apesar da queda dos preços do petróleo, que levou a saídas de fundos, o apetite por eletricidade não diminui. Dados de BofA Global Research e EPFR indicam que fundos de energia registraram US$ 3,2 bilhões em saídas na semana que terminou em 1 de julho. Contudo, o crescimento da infraestrutura elétrica é o fator estrutural. Empresas como Bloom Energy e GE Vernova desenvolvem componentes cruciais para a rede de energia que os grandes centros de dados necessitam.
Analistas apontam que a fraqueza atual em muitas ações de energia deve-se à queda do petróleo, e não à deterioração dos fundamentos de longo prazo. Investidores podem considerar fundos focados em infraestrutura de energia ou empresas específicas que fornecem fontes alternativas de energia para os centros de dados.

