O monitoramento contínuo de indicadores clínicos pode reduzir custos evitáveis em planos de saúde empresariais em até 40%, aponta um levantamento da healthtech Axenya. A plataforma afirma que a interceptação de crises antes da internação hospitalar muda a gestão da sinistralidade nas companhias.
A Axenya explica que o mercado trata a sinistralidade como um custo externo, discutido apenas no reajuste anual dos contratos. Contudo, modelos de gestão baseados em dados contestam essa lógica. Aline Pasiani, diretora médica da Axenya, declarou que boa parte das internações de alta complexidade pode ser interrompida semanas antes, a partir de um dado captado no momento certo.
A empresa cita exemplos de economia por antecipação. Em um caso, um trabalhador de 50 anos, ao enviar foto de glicosímetro com leitura de 448, foi orientado a buscar atendimento imediato e teve alta no mesmo dia, sem internação. A Axenya informa que uma internação por descompensação grave de diabetes custa entre R$ 8 mil e R$ 25 mil para o plano, enquanto o custo de uma mensagem de texto para interceptar a crise é zero.
A diretora médica também afirmou que o problema do setor não é a falta de dados, mas a ausência de um método que conecte informações de exames, absenteísmo e relatórios do plano em um ciclo contínuo de decisão. A Axenya defende que o acompanhamento das despesas de saúde corporativa deve ser mensal e proativo, e não anual e retrospectivo.

