A incorporação de inteligência artificial (IA) nos negócios pode aumentar custos em vez de gerar produtividade quando as empresas adotam a tecnologia sem um objetivo claro, alertou uma executiva. Segundo a especialista, organizações que seguem a tendência de mercado sem planejamento capturam apenas substituições de custos, sem ganhos efetivos.
A vice-presidente de Operações e Clientes da Druid, Michele Bastos Lage Ferreira, declarou que o erro principal das companhias é iniciar a discussão pela tecnologia. Ela afirmou que a prioridade deve ser compreender quais problemas precisam ser resolvidos e quais resultados o negócio pretende alcançar, dizendo: “É muito menos do como e muito mais do por que e para que”.
A executiva também apontou que revisar processos antigos é condição para aproveitar o potencial da IA, visto que muitas empresas mantêm práticas obsoletas. Além disso, ela enfatizou que a modernização de sistemas legados exige planejamento para garantir a continuidade das operações em setores como telecomunicações e varejo.
Michele Bastos Lage Ferreira defendeu que a IA deve ampliar a capacidade humana, automatizando tarefas repetitivas para liberar profissionais para análise e criatividade. Sobre o Brasil, ela comentou que o país possui limitações de infraestrutura, citando a escassez de data centers locais, e recomendou que as empresas busquem parceiros estratégicos, e não apenas fornecedores de tecnologia.

