O Ibovespa futuro manteve a estabilidade nos primeiros negócios desta sexta-feira (17), apesar do desempenho negativo em mercados internacionais. O contrato com vencimento em agosto caía 0,06%, aos 175.145 pontos, enquanto investidores reavaliavam a sustentabilidade da alta impulsionada pela inteligência artificial.
A liquidação ocorreu mesmo após a TSMC, empresa taiwanesa, informar que seu lucro do segundo trimestre superou as previsões. Além disso, a ASML, fornecedora mundial de equipamentos para chips de alta tecnologia, elevou suas projeções de vendas para 2026. Contudo, novos ataques militares no Oriente Médio pressionaram o apetite por risco, mantendo os preços do petróleo elevados e reacendendo preocupações com a inflação e o crescimento econômico.
Em Wall Street, os índices futuros registraram quedas: o Dow Jones Futuro caiu 0,52%, o S&P Futuro recuou 0,81% e o Nasdaq Futuro desvalorizou 1,65%. No cenário doméstico, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou crescimento de 0,1% em maio, comparado a abril, segundo dados nacionais.
No mercado de câmbio, o dólar futuro operava com alta de 0,04%, atingindo R$ 5,130. Na Ásia-Pacífico, a onda de vendas afetou fabricantes de semicondutores, com o Nikkei 225 despencando 4% no Japão e o CSI 300 recuando 3,6% na China.

