A gestora IG4 condicionou o aporte de R$ 500 milhões na Oncoclínicas à possibilidade de assumir o controle da rede de hospitais. A companhia, que passa por recuperação extrajudicial, confirmou o investimento na última sexta-feira (17), mas ainda não há informações sobre uma mudança na gestão.
A proposta da gestora inclui a nomeação de diretores e executivos no conselho da empresa como contrapartida ao aporte milionário em debêntures. Atualmente, quatro grandes acionistas detêm 40,86% das ações da rede de saúde, incluindo a gestora Latache, o BRB e dois fundos de investimento.
O contexto de reestruturação é desafiador. A Oncoclínicas protocolou pedido de recuperação extrajudicial em 14 de julho e informou que conta com a adesão de cerca de 37% dos créditos abrangidos. O passivo da rede é estimado em R$ 5,1 bilhões.
O plano em análise prevê capitalização por acionistas, conversão de créditos em participação acionária e alongamento de prazos de amortização. O CEO da Oncoclínicas, Carlos Gil Ferreira, defendeu a medida como a alternativa mais adequada para reorganizar a estrutura financeira de forma ordenada.

