A Igreja Presbiteriana Unida (IPU) aprovou, em Salvador (BA), diretrizes que acolhem pessoas LGBTQIAPN+ em suas comunidades e permitem que elas exerçam o ministério pastoral. A decisão, tomada na Assembleia Geral realizada entre 17 e 19 de julho, também veta práticas discriminatórias e a chamada “cura gay”.
O documento aprovado estabelece que os indivíduos LGBTQIAPN+ podem ser membros da denominação e, atendendo aos critérios da igreja, podem exercer a liderança pastoral. A medida não altera a doutrina da IPU nem impõe uma posição única a todas as congregações locais, conforme explicou o texto.
Além do acolhimento, a resolução institui princípios mínimos para todas as igrejas. Entre eles, há a proibição de discursos de ódio, práticas discriminatórias e qualquer violência contra a população LGBTQIAPN+. O documento veta especificamente iniciativas conhecidas como “cura gay”, prática rejeitada por entidades científicas e pelo sistema de justiça brasileiro.
A comissão responsável pelo estudo afirmou que os debates internos evidenciaram diferentes interpretações sobre a inclusão da população LGBTQIAPN+ dentro da IPU, abrangendo desde visões mais conservadoras até perspectivas mais inclusivas. A intenção, segundo a resolução, é garantir o respeito à diversidade e a dignidade das pessoas.

