A imprensa criticou o uso da acusação de misoginia por parte da primeira-dama para não responder a questionamentos sobre gastos em viagens internacionais. A crítica surgiu após a declaração da primeira-dama, que atribuiu as críticas a ‘misoginia pura’ durante uma entrevista.
O editorial apontou que usar a acusação de misoginia como artimanha retórica para esquivar-se de perguntas incômodas é cruel com mulheres que sofrem preconceito. A cobrança de transparência sobre despesas pagas com dinheiro público é considerada obrigação da primeira-dama.
Dados indicam que a primeira-dama acumulou 182 dias fora do Brasil desde o início do terceiro mandato do presidente, sendo 24 dias a mais que o chefe do Executivo, que esteve 158 dias no exterior no mesmo período.
Além disso, a imprensa questionou outra declaração da primeira-dama, que afirmou que o Brasil nunca teve uma figura que ‘trabalha efetivamente’ como ela. O editorial sugeriu que a primeira-dama deveria cobrar do presidente a nomeação de mais mulheres para o primeiro escalão do governo.

