A inadimplência de pessoas físicas da população rural brasileira subiu para 8,8% no primeiro trimestre de 2026. O indicador, medido pela Serasa Experian, representa um aumento de 1,2 ponto percentual em comparação com o mesmo período de 2025. O levantamento mostra que os produtores enfrentam desafios financeiros persistentes no setor.
A alta gradual na inadimplência indica que os produtores rurais ainda enfrentam dificuldades para recompor a capacidade financeira. Segundo Marcelo Pimenta, chefe de agronegócio da Serasa Experian, os efeitos de ciclos anteriores, como custos elevados e oscilações de preços, continuam impactando o fluxo de caixa do setor.
O estudo detalhou que produtores sem registro rural registraram o maior índice de atraso, atingindo 11%. Em termos regionais, a Região Norte liderou com 13,2%, enquanto o Sul apresentou o menor índice, com 6,2%. O Agro Score, índice de risco desenvolvido pela Serasa Experian, também refletiu a pressão, com a pontuação média caindo de 606 pontos em 2025 para 591 pontos em 2026.

