Mais de 160 mil pessoas foram evacuadas na França e Espanha devido a incêndios florestais. Na Espanha, mais de 60 mil pessoas foram desalojadas na região de Madri, enquanto na França, 141 mil pessoas foram retiradas de zonas ameaçadas no sudoeste do país.
Na Espanha, dois grandes focos a oeste de Madri ameaçaram se fundir na sexta-feira (24). A presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, anunciou que mais de 60 mil pessoas precisaram ser desalojadas ou estavam confinadas na região. O delegado do governo regional, Fran Martín Aguirre, disse que a previsão era de que o vento mantivesse o avanço do fogo.
Os incêndios na Espanha queimaram cerca de 6 mil hectares na região de Madri e 9 mil hectares em Castela e Leão. O conselheiro regional de Meio Ambiente, Carlos Novillo, advertiu que o fogo no sudoeste estava em seu “momento mais crítico” e “além da capacidade de extinção”. O ministro do Interior, Fernando Grande Marlaska, indicou que as condições meteorológicas, com ventos superiores a 50 km/h, dificultam o trabalho dos bombeiros.
Na França, o fogo devastou 22 mil hectares no sudoeste, próximo à região vinícola de Bordeaux. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que 141 mil pessoas foram retiradas das zonas ameaçadas. Dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (Effis) mostram que este ano é o segundo com maior área queimada na União Europeia desde 20 anos.
Climatologistas do grupo World Weather Attribution concluíram em um estudo publicado ontem que as mudanças climáticas, causadas pela queima contínua de combustíveis fósseis, agravam a seca atual.

