A retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã gera um ambiente de alta incerteza para a economia global. Segundo Lívio Ribeiro, pesquisador da FGV e sócio da BRCG Consultoria, a instabilidade geopolítica deve ser o fator de risco principal para os mercados nos próximos meses.
Ribeiro declarou que o mundo exige maior proteção, e que é preciso entender a distribuição de riscos em torno dos cenários, em vez de tentar prever uma trajetória específica. Ele comentou que o mercado internacional ainda depende fortemente da produção do Oriente Médio, visto que as refinarias não conseguem substituir tipos específicos de petróleo no curto prazo.
O economista explicou que a aproximação energética entre China e Rússia ganha relevância nesse contexto de instabilidade. O fornecimento de petróleo por oleodutos oferece maior previsibilidade aos compradores, beneficiando os atores envolvidos nessa relação.
Para os agentes econômicos, o principal indicador a ser observado não é o preço do petróleo, mas a intensidade das oscilações do mercado. A volatilidade dificulta a celebração de contratos de longo prazo e reduz a previsibilidade para empresas e investidores.

