Um incidente em uma escola de ensino fundamental, onde alunos colocaram cacos de vidro na água de uma professora, gerou um debate sobre a falha social na educação. O autor aponta que a sociedade, e não apenas as autoridades, falha em exercer o papel de educar os jovens.
O autor, Dartagnan da Silva Zanela, afirma que o ato em questão é uma “monstruosidade” e questiona como a sociedade permitiu tal ocorrência. Ele argumenta que as crianças aprendem com as palavras, atos e omissões dos adultos, e que a recusa em educar é um ponto central da questão. A sociedade, segundo ele, evita esse papel por considerá-lo desconfortável, priorizando uma imagem social agradável.
Zanela critica a visão de que a escola deve ser o lugar mais agradável, defendendo que ela deve cumprir sua função essencial. Ele aponta que a cultura atual desencoraja a imposição de limites, pois muitos adultos não querem dizer “não” aos caprichos dos estudantes, muitas vezes incentivados por famílias e pela mídia. Além disso, a correção escolar é vista como algo que pode “traumatizar” ou “opressão”, o que torna o ambiente educacional inseguro.
O autor conclui que o panorama educacional brasileiro se assemelha ao retratado por William Golding em “O Senhor das Moscas”, indicando um caminho para um desfecho mais grave. Ele reforça que a dificuldade em lidar com a realidade, como em casos de agressão por notas baixas, impede mudanças necessárias no sistema.

