A indústria brasileira do alumínio faturou R$ 168 bilhões em 2025, representando um crescimento de 10,6% sobre o ano anterior. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), mostram que a produção primária subiu 8,5%, atingindo 1,18 milhão de toneladas.
Apesar do avanço na produção, o setor enfrenta pressão externa. A fatia de produtos importados no mercado nacional cresceu de 11,2% para 12%, sendo a China responsável por 26,9% do volume estrangeiro absorvido. O superávit comercial alcançou US$ 3,3 bilhões, mas a associação aponta que esse saldo depende quase totalmente das matérias-primas, enquanto itens de maior valor agregado perdem espaço para os importados.
O consumo doméstico totalizou 1,883 milhão de toneladas em 2025, com leve retração de 0,5%. O desempenho interno foi desigual: o setor de Eletricidade cresceu 10,2%, enquanto o de Transportes caiu 0,8%. A retração no segmento automotivo se deve ao fato de que a maior parte dos veículos elétricos comercializados no país é importada ou montada com peças estrangeiras.
A presidente-executiva da Abal, Janaina Donas, declarou que o desafio exige políticas públicas estruturantes. Ela afirmou que é preciso uma política comercial capaz de “assegurar isonomia entre o produto nacional e o importado, responder às práticas que distorcem os mercados globais e preservar no país os insumos estratégicos para a nossa transição energética”.

