A inflação registrou queda em junho, com o IPCA subindo 0,16%, abaixo da projeção de mercado de 0,31%. O resultado, somado à revisão para baixo das expectativas, fortalece a possibilidade de o Banco Central manter o ciclo de cortes da taxa básica de juros.
A desaceleração foi impulsionada pela queda nos preços dos alimentos consumidos em casa, que recuaram em junho, revertendo a alta de maio. Essa melhora também afetou a alimentação fora do domicílio e os combustíveis. Segundo Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, o dado reforça a melhora do cenário para os próximos anos.
Economistas apontam que a composição da inflação foi favorável, atingindo componentes persistentes. Gabriel Pestana, economista-sênior da Genial Investimentos, afirmou que os dados abrem espaço para o Banco Central dar continuidade ao ciclo de cortes na reunião do Copom, marcada para 4 e 5 de agosto.
Apesar dos indicadores positivos, especialistas mantêm cautela. O cenário fiscal e as incertezas internacionais, como a alta do petróleo, continuam sendo fatores de risco. Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos, declarou que o IPCA de junho marcou uma inflexão positiva na trajetória inflacionária de curto prazo.

