Uma influenciadora com útero didelfo recusou uma campanha de absorventes após perceber que a marca pretendia usar sua condição de saúde como conceito publicitário. A criadora de conteúdo afirmou que a proposta dependia de explorar sua intimidade para justificar o conceito de ‘absorção dupla’.
A influenciadora possui útero didelfo, uma malformação congênita caracterizada pela duplicação do útero e do colo uterino, podendo incluir duas entradas vaginais. Ela relatou que, inicialmente, acreditou ter recebido uma ação comercial comum, mas percebeu que o foco era sua condição médica.
Maya Braga declarou que se sentiu usada, pois a proposta visava gerar comentários, repercussão e vendas, e não respeitar sua história. A influenciadora explicou que fala publicamente sobre sua condição para informar outras mulheres, e não para se tornar uma vitrine de produto.
A criadora de conteúdo criticou a associação do diagnóstico a um absorvente de ‘absorção dupla’, afirmando que diagnóstico não é embalagem e intimidade não é ativo de campanha. Ela reforçou que pode explicar sua experiência, mas sua intimidade não está disponível para virar slogan.

