A infraestrutura de tecnologia tornou-se o principal diferencial competitivo na economia digital, segundo Igor Lopes. Ele afirmou que, enquanto o passado focava em petróleo e rodovias, o presente exige investimentos em data centers, energia e chips de alto desempenho para dominar a corrida da inteligência artificial.
Lopes explicou que um estudo da McKinsey projeta um crescimento de 19% a 22% anual na demanda global por capacidade de data centers até 2030. Essa expansão, impulsionada em cerca de 70% pela IA, requer mais de US$ 5 trilhões em investimentos até o final da década. Quem construir essa infraestrutura primeiro ganha vantagem em produtividade e pesquisa.
O especialista detalhou que, além da escassez de chips, novos gargalos limitam a operação de data centers, como a disponibilidade de energia elétrica, sistemas de refrigeração e licenciamento ambiental. Ele comentou que, mesmo com GPUs disponíveis, a falta de energia ou licença impede a operação do centro de dados.
Sobre sustentabilidade, Lopes declarou que grandes empresas de tecnologia utilizam fontes renováveis e sistemas de resfriamento mais eficientes. Para o Brasil, o especialista concluiu que a matriz elétrica mais limpa oferece uma vantagem competitiva para atrair mais data centers ao país.

