O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que o rio atmosférico responsável pelas fortes chuvas no Chile não atingirá o Brasil nos próximos cinco dias. As instabilidades previstas para a Região Sul brasileira decorrem de um sistema meteorológico distinto do que afeta o país vizinho.
No Chile, o rio atmosférico provocou chuvas intensas, interrupções no fornecimento de energia elétrica e impactos na infraestrutura viária. Devido à previsão de precipitações persistentes, o governo chileno decretou emergência preventiva em várias regiões do país. A equipe técnica do Inmet explicou que, embora ambos os países estejam sob influência de sistemas de grande escala, as configurações atuam de forma independente.
No Brasil, as condições de instabilidade previstas para os próximos dias resultam da formação de um sistema de baixa pressão atmosférica sobre a Argentina e o Paraguai. Esse sistema deve gerar chuva intensa, trovoadas e rajadas de vento, com maior potencial de transtornos no Rio Grande do Sul, segundo o Inmet.
Os rios atmosféricos são corredores que transportam grande volume de vapor d’água dos oceanos para o continente. Ao encontrar barreiras montanhosas, como a Cordilheira dos Andes, o ar sobe, resfria e intensifica a formação de chuvas, podendo causar eventos extremos.

