O Instituto Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, localizado na zona leste de São Paulo, recebeu pelo menos R$ 500 mil da paróquia São Miguel Arcanjo. A entidade é presidida por Marcelo Augusto de Sousa e Silva, assessor do pároco, que responde a um processo por falsidade ideológica e falsificação de documento particular iniciado há 12 anos pela Justiça do Pará.
O instituto, fundado em maio de 2025 e formalizado no mês seguinte, opera em imóvel cedido pela Arquidiocese de São Paulo. A transferência dos recursos ocorreu em setembro, e três meses depois, a Arquidiocese realizou uma auditoria. Segundo a instituição, o resultado foi comunicado ao pároco com recomendações de rigor e transparência, mas o pároco afirmou que não foram encontrados problemas.
Marcelo Augusto de Sousa e Silva admite ter sido preso, mas nega conhecimento sobre as ações penais. Ele declarou que “nunca fui citado em nenhuma ação penal em trâmite no estado do Pará”. O padre Júlio Lancellotti disse desconhecer o histórico criminal do assessor, afirmando que “ele é uma pessoa que tem nossa confiança, proximidade. Nenhuma dessas questões interfere no trabalho dele aqui”.
O assessor foi detido em 2012, acusado de estelionato, após tentar cancelar um cartão de crédito usando documentos falsos. Ele é réu desde junho de 2014, mas nunca foi localizado pela Justiça do Pará, apesar de ter sido citado por edital e de um mandado de prisão expedido em 2015.


