O Instituto NoFront, organização de pensamento estratégico fundada por mulheres negras, lançou seu primeiro boletim econômico para diversificar o debate sobre a política monetária e econômica do Brasil. A iniciativa visa incorporar gênero e raça nas análises, questionando a neutralidade das decisões econômicas.
O instituto defende que a premissa de que as decisões econômicas são neutras em relação à raça e ao gênero é uma falácia. A proposta é posicionar mulheres negras não apenas como população afetada pelas decisões econômicas, mas também como autoras e formuladoras de análises sobre o cenário econômico.
O boletim busca medir o impacto de indicadores, como a taxa básica de juros, sobre mulheres negras. Essas mulheres figuram nas estatísticas como grupo com maior nível de endividamento feminino, enfrentando juros que podem atingir 900% ao ano no cartão de crédito, segundo o instituto.


