O Instituto Rio Metrópole manteve contratos suspeitos mesmo após uma auditoria ser determinada pelo governador em exercício. Uma investigação do Ministério Público do Rio aponta que o esquema movimentou R$ 86 milhões nos últimos quatro anos, apesar das vistorias.
A auditoria, anunciada em 14 de abril, visava todas as secretarias e entidades da estrutura estadual. Contudo, um mês depois, em 14 de maio, o presidente do Instituto e o diretor de planejamento assinaram um aumento em um contrato suspeito, o quarto em dois anos. Os dois foram presos em operação do Ministério Público.
O contrato foi firmado com a empresa Engeconsult Consultores técnicos LTDA. Com o acréscimo, os ganhos da empresa triplicaram, elevando o valor de R$ 20 milhões em 2023 para quase R$ 60 milhões. A Controladoria Geral do Estado concluiu que o aditivo descumpre o teto legal de 25% estabelecido pela Lei de Licitações.
A investigação do Ministério Público do Rio continua ativa. O procurador-geral de Justiça do Rio, Antônio José Campos Moreira, afirmou que “Outros fatos de superlativa gravidade, de gravidade igual ou superior a esse estão sendo objeto de investigação”.

