A Intel sofreu uma queda de 19,45% no último mês, negociando a US$ 102,99, enquanto a meta média de analistas de Wall Street é de US$ 104,39. O analista Frank Lee, do HSBC, elevou a meta de preço para US$ 200, argumentando que o mercado subestima o valor do negócio de fundição da companhia.
A queda recente da Intel ocorre em um contexto de cautela no setor de semicondutores, impulsionada por preocupações com vendas de computadores pessoais e smartphones, segundo o Bank of America. A ação despencou de US$ 127,86 em 15 de junho para US$ 102,99, incluindo uma baixa de 4,43% na última sessão de negociação.
Frank Lee, do HSBC, manteve a recomendação de Compra e ajustou a meta de US$ 100 para US$ 200, incorporando o negócio de fundição em sua avaliação. Lee afirmou que a oportunidade é “boa demais para ignorar”, projetando que o crescimento de remessas da Intel supere o consenso de Wall Street em até 20% até 2027.
Os resultados do primeiro trimestre apoiam essa tese: a receita de Data Center e IA cresceu 22% ano a ano, totalizando US$ 5,05 bilhões, e a Intel Foundry subiu 16% para US$ 5,42 bilhões. Além disso, foram reportados contratos de design com empresas como AMD, NVIDIA, Microsoft e OpenAI para os nós 18A e 14A.
Apesar do otimismo do HSBC, a distribuição de ratings de venda mostra um consenso majoritariamente de ‘Manter’, com 32 analistas classificando a ação como ‘Manter’ entre os 49 que cobrem a empresa.

